Letras Hipotecárias

Há muitos anos, investir em imóveis era considerado rentável e seguro. Essa já não é, necessariamente, a realidade hoje (leia aqui).

Existem, porém, algumas formas de investir em papéis vinculados a imóveis. São eles: LCI (Letra de Crédito Imobiliário), LH (Letra Hipotecária) e Fundo Imobiliário. Já abordamos a LCI e hoje é a vez da Letra Hipotecária.

Criada pela Lei 7.684 em 1986, a Letra Hipotecária é um título emitido por banco que conceda crédito imobiliário. Assim como  a LCI, possui isenção de imposto de renda e garantia do Fundo Garantidor de Crédito até o valor de R$ 250.000,00 por CPF e por instituição financeira. A emissão dessas Letras é lastreada nas operações de financiamento imobiliário do banco.

A remuneração pode ser através de taxas prefixadas (definidas no momento da aplicação), pós-fixadas (TR + Juros ou DI), entre outros, sendo esses os mais comuns.

As Letras Hipotecárias possuem prazo fixo, ou seja, não podem
ser resgatadas antes do vencimento sem que o investidor perca todo o
rendimento acumulado. Os prazos mínimos são:

– Remuneração prefixada, flutuante e pós-fixada: 180 dias
– Remuneração pela TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo, determinada pelo governo): 30 dias
– Remuneração pela TBF (Taxa Básica Financeira): 60 dias

Já o prazo máximo é o das operações às quais ela está vinculada.

Possui incidência de depósito compulsório, motivo pelo qual não é muito comum sua emissão pelos bancos, que preferem a LCI, isenta desse recolhimento.

DICA DO CONSULTOR

Dado suas características, você dificilmente vai aplicar diretamente em Letras Hipotecárias. Porém, ao verificar a composição de diversos fundos de investimento, ela estará lá como um dos títulos onde o fundo aplica.

Dúvidas? Sugestões? Estou à disposição.

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Até a próxima!

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