Títulos Públicos Federais x Tesouro Direto

Não só através do Tesouro Direto podemos investir nos títulos públicos federais. Os fundos de investimento podem ter, em sua composição, esses títulos.

Mas como funcionam os investimentos via Tesouro Direto e via fundos de investimento? Esse será o tema de nossa próxima série de postagens, que será dividida em quatro partes:

1) Comparativo entre investimento via fundos e investimento via Tesouro Direto;
2) Títulos Pós Fixados;
3) Títulos Pré Fixados;
4) Títulos Indexados.

Nessa primeira parte, vamos diferenciar a aplicação em títulos públicos federais via fundos de investimento e via Tesouro Direto.

Negociação: Os títulos do Tesouro Direto são adquiridos via bancos e/ou corretoras, por meio de suas plataformas digitais, mediante cadastro na Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e somente podem ser comprados por Pessoas Físicas. Podem ser adquiridos títulos inteiros ou frações. Os títulos que compõem os fundos de investimento são adquiridos via leilão, em grandes lotes, por pessoas jurídicas (fundos de investimento também são pessoas jurídicas).

Nomenclatura: Enquanto os títulos negociados via Tesouro Direto tiveram seus nomes alterados em março de 2015, passando a indicar o tipo de título e o ano de vencimento no nome, os títulos negociados via leilão mantém a nomenclatura anterior.

Tributação: A tributação dos títulos adquiridos via Tesouro Direto ocorre nos seguintes momentos: resgate antecipado, resgate por vencimento e pagamento de cupom (mais detalhes nas próximas postagens). No caso dos fundos de investimento, a tributação ocorre no resgate e no última dia dos meses de maio e novembro. As alíquotas são as abaixo e incidem somente sobre os rendimentos:

  • Até 180 dias – 22,5%;
  • Entre 181 e 360 dias – 20% (nos fundos de Curto Prazo, essa será a menor alíquota cobrada, mesmo após 360 dias);
  • Entre 361 e 720 dias – 17,5%
  • Após 721 dias – 15%
  • Tributação Semestral dos fundos – 15% (Fundos de Longo Prazo) e 20% (Fundos de Curto Prazo)

Diversificação: Mesmo podendo comprar frações dos títulos públicos no Tesouro Direto, o investimento via fundos de investimento permite uma maior diversificação, pois o investidor adquire cotas do fundo, que investe em uma gama muito grande de títulos (públicos e privados, entre outras opções).

Custos: Além do Imposto de Renda, há incidência dos seguintes custos nos investimentos:

  • Tesouro Direto: Corretagem (na compra e venda) e custódia (na compra e a cada 6 meses)
  • Fundos de Investimento: Taxa de Administração (já descontada quando informada a rentabilidade) e IOF sobre os rendimentos se o resgate ocorrer antes de 30 dias da aplicação

Rendimento:  No Tesouro Direto, o rendimento efetiva-se somente no momento do resgate. Se ele ocorrer antes do vencimento do título, o rendimento estará vinculado ao preço que o mercado estiver pagando naquele dia, podendo ser maior ou menor do que o combinado na compra. No caso de resgate no vencimento do título, será pago o rendimento acordado na compra (mais detalhes nas próximas postagens). Os fundos de investimento, contudo, possuem a definição de rentabilidade todos os dias, por meio da Marcação a Mercado.

DICA DO CONSULTOR

Não existe a “melhor forma de investir”. Existe a mais adequada ao seu perfil e ao seu conhecimento. No Tesouro Direto, o próprio investidor faz a própria gestão dos títulos, enquanto que, nos fundos de investimento, a gestão é feita pelo banco administrador.

Não perca as próximas postagens da série!

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