Taxa de juros de equilíbrio

juros-multaA taxa de juros básica da economia, Selic, no Brasil, é um importante instrumento de política monetária de qualquer país, apesar de não ser o único.

Quando a inflação está muito alta, o Banco Central utiliza, como um dos instrumentos de controle inflacionário, o aumento dos juros. Esse é também um dos “remédios” para uma forte desvalorização de sua moeda. O caso da Argentina, no início dessa semana, é um bom exemplo: a inflação está batendo 55% a.a. e a moeda desvalorizou fortemente na segunda (12/08) por motivos eleitorais. Em razão disso, o Banco Central argentino aumentou a taxa de juros para 74% a.a. (era 64% a.a.)!!!

Por outro lado, às vezes o governo precisa estimular a economia e gerar crescimento do PIB (Produto Interno Bruto – conjunto de riquezas produzidas no território nacional). Para tal, o Banco Central promove a redução dos juros, a fim de incentivar o consumo pelas famílias e o investimento pelas empresas. É o caso do Brasil, onde tínhamos a Selic mais baixa da história (6,5%) e, na última reunião do COPOM, a mesma foi reduzida para 6% a.a., além de ter sido gerada expectativa de novas reduções.

Mas porque os números são tão diferentes? Na Argentina, os juros são 74% a.a. e, no Brasil, 6% a.a.?

A resposta é a “Taxa de Juros de Equilíbrio”. Ela é calculada com base em vários aspectos relacionados à economia de um País, sua situação fiscal (arrecadação x gastos do governo), histórico de calotes junto aos investidores externos, entre outros. Em resumo, essa Taxa é aquela que busca promover crescimento do PIB sem perder o controle da inflação, ou seja, “equilíbrio”.

Não existe um número exato, escrito “na pedra”, até porque esses indicadores (PIB e inflação) dependem de diversos outros fatores, mas calcular a Taxa de Juros de Equilíbrio fornece um bom norteador.

No caso brasileiro, o andamento da reforma da previdência gerou a expectativa de uma melhora na situação fiscal, permitindo que a Taxa de Juros de Equilíbrio seja menor, um dos fatores determinantes para a decisão do COPOM.

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Até a próxima!

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