Reserva de Emergência

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Esse é um assunto que está sendo bastante falado e que é muito importante quando tratamos de finanças pessoais. Costumo dizer, em minhas palestras, que a reserva de emergência deve ser seu primeiro objetivo financeiro, pois vai permitir que você possa estar preparado(a) para imprevistos.

Recentemente escrevi sobre como podemos poupar, raciocínio que vale para sua reserva de emergência. Assim, hoje vou focar em duas perguntas muito frequentes quanto a esse tema: Por quê ter uma reserva de emergência e onde investir esse dinheiro:

1) Por quê ter uma reserva de emergência?

Pense que você recebeu uma oportunidade de emprego ou de negócio e precisa comprar um terno e uma passagem de avião para a entrevista (poderíamos usar exemplos tristes, mas hoje é sexta, dia de se animar). Você tem 3 opções: a) não vai e perde a oportunidade; b) pega um empréstimo; ou c) recorre à reserva de emergência. Obviamente, os custos das duas primeiras alternativas é alto: ou você abre deixa de aproveitar uma oportunidade única, ou paga juros para o banco.

A reserva de emergência vai te permitir a liberdade de escolha, tanto em necessidades, quanto em oportunidades. Ela é sua segurança para que não precise incorrer nos custos acima.

Além disso, ela tem uma importante vantagem: vamos supôr que você não tem reserva de emergência porque compromete toda a sua renda mensal. Se recorrer ao empréstimo, como fará para pagar as prestações, se não sobra nada no final do mês? O hábito de formar uma reserva também permitirá que, caso ela não  seja suficiente e você precise recorrer a dinheiro de terceiros, tenha margem financeira para honrar o novo compromisso.

O raciocínio é simples: Se você consegue guardar R$ 100,00 todo mês, em caso de necessidade, pode assumir uma parcela menor do que R$ 100,00 sem comprometer suas finanças. Mas cuidado para não “esgoelar” o seu orçamento. Busque adequá-lo à nova realidade e organizar-se para voltar a poupar assim que possível.

2) Onde investir a reserva de emergência?

Esse é outro passo importante, pois guardar o dinheiro “no colchão” fará com que ele se desvalorize e não queremos que isso aconteça. Por outro lado, esse é um recurso que tem que  estar disponível quando você precisar, como o próprio nome diz.

Assim, você deve escolher investimentos mais conservadores e que tenham, como característica principal a liquidez. Alguns exemplos são: Tesouro Selic, CDBs com liquidez diária, Fundos de Investimento em Renda Fixa.

Que tal começar hoje mesmo?

 

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