Quanto financiar na compra de um imóvel?

Financ ImóvelCom as recentes quedas nas taxas de juros, mais pessoas passaram a buscar financiamento para compra/troca de imóvel. Assim, volta a surgir uma dúvida muito importante: quanto financiar na hora da compra?

Antes de responder a essa pergunta, vale a pena relembrar, de forma resumida, o que foi tratado em outras postagens. Existem, principalmente, quatro tipos de financiamento imobiliário:

– Minha Casa, Minha Vida/FGTS: Trata-se de crédito subsidiado, que utiliza recursos do FGTS para fazer o financiamento. Possui requisitos rígidos quanto à renda e valor do imóvel, que devem ser baixos;

– SFH – Sistema Financeiro da Habitação: Permite financiar imóveis residenciais de até determinado valor e utiliza recursos da poupança conceder o crédito. Geralmente possui taxas de juros mais baixas do que a própria SELIC (taxa básica de juros da economia). Dentro de determinados limites, permite a utilização do FGTS do comprador como parte do pagamento do imóvel e/ou das prestações;

– SFI – Sistema Financeiro Imobiliário: Utiliza recursos captados pelos bancos nas LCIs e outras formas de captação por parte dos bancos. Geralmente possui taxas mais altas em relação ao SFH, mas permite financiar imóveis comerciais e de valor acima do permitido no SFH;

– CH – Carteira Hipotecária: Semelhante ao SFI, porém com origem dos recursos na poupança. Apesar disso, as taxas são mais próximas das do SFI, de forma geral.

Historicamente, o crédito imobiliário possui taxas mais interessantes em relação às outras linhas de crédito e até em relação a alguns investimentos, como vimos acima. Por outro lado, estamos tratando de uma prestação que seguirá no nosso orçamento por bastante tempo.

Assim, duas perguntas são importantes para saber quanto financiar na compra de um imóvel:

1) Quanto tenho guardado? Além da entrada, dos custos com impostos e taxas, teremos um gasto com a mudança e eventuais reformas/compra de móveis. Avalie sua reserva financeira e, considerando que é um a taxa de juros baixa, pense também em manter um valor guardado para despesas extras e eventualidades. Afinal, o rendimento de suas aplicações será melhor ou, pelo menos, parecido com o gasto em juros. Você sempre poderá, se for o caso, amortizar o financiamento, mas se financiar menos do que deveria, não terá como voltar atrás;

2) Quanto posso pagar, de forma confortável, por mês? Essa é uma questão muito importante, pois não adianta você, a partir da resposta à pergunta 1, assumir uma dívida maior do que pode pagar. Nesse caso, avalie se o valor total do imóvel, acrescido dos demais custos (conforme acima) está adequado à sua realidade financeira.

DICA DO CONSULTOR

A compra de um imóvel e a contratação de um financiamento imobiliário são decisões que vão afetar suas finanças no longo prazo, não somente por um ou dois anos. Assim, vale a pena pensar bem e não tomar decisões precipitadas. Avalie as opções e busque a que melhor atende suas necessidades e possibilidades.

Até a próxima!

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