Qual o papel da garantia?

GarantiaQuando vamos investir nosso dinheiro, estamos emprestando o mesmo para um banco (via CDB, LCA, LCI, etc), para o País (adquirindo títulos públicos), para um gestor (no caso dos fundos de investimento), entre outros. Fazemos isso na esperança de receber o dinheiro de volta com juros, certo?

Mas como ter certeza de que o dinheiro será devolvido? Mesmo que não pensemos nisso, levamos em conta a garantia oferecida, seja o Fundo Garantidor de Crédito, o Risco País, entre outros. Quanto melhor essa garantia, mais seguros ficamos para fazer o investimento, principalmente se tivermos um perfil conservador.  Mesmo que busquemos essa garantia, não temos nenhuma intenção de utilizá-la.

Por outro lado, quanto maior for o risco próprio do investimento, mas importante será a existência de uma garantia. Por exemplo, ao investirmos no CDB de um banco pequeno, vamos estar mais preocupados com o Fundo Garantidor de Crédito do que ao aplicarmos no de um banco grande e consolidado.

O mesmo ocorre quando contratamos uma operação de crédito no banco. Na ótica do banco, a concessão de crédito é uma aplicação financeira, na qual ele espera receber o dinheiro de volta com juros (tudo bem que maiores do que o que recebemos, mas isso é outra discussão).  Algumas operações exigem apenas a garantia do nosso nome (gerando inscrição nos órgãos de proteção ao crédito), outras exigem fiadores ou bens materiais que já temos, ou que estão sendo adquiridos. Essa garantia também é chamada de colateral na literatura de finanças.

Assim como fazemos no investimento, o banco também não tem interesse em utilizar a garantia. Vamos supôr que adquirimos um imóvel financiado, ou seja, ele é a própria garantia da operação. Caso as parcelas não sejam pagas, o banco pode tomar o imóvel, mas terá custos, tanto para pegar, quanto para revender, não sendo a sua finalidade. Se fosse, seria uma imobiliária, ou construtora.

Assim, o principal motivo da garantia é o de tenhamos medo de perder o bem (ou termos nosso nome inscrito no SPC ou SERASA), fazendo com que priorizemos o pagamento daquele empréstimo ou financiamento. Ao sabermos que podemos abrir mão de algo valioso, vamos nos esforçar mais para honrar o compromisso com o banco, mantendo as prestações em dia.

DICA DO CONSULTOR

Quanto melhor a garantia, maior a chance de honrarmos o compromisso. Assim, menores serão as taxas de juros que vamos pagar pelo crédito. Assim como um investimento em títulos públicos possuem uma remuneração menor do que a de uma debênture, por exemplo, uma vez que considera-se um risco menor calote por parte do governo em relação a uma empresa privada.

Até a próxima!

 

 

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