Por que as LCAs e LCIs “pioraram”

20-11Sabe quando uma coisa é boa demais para ser verdade?

Nas finanças, normalmente, tudo se ajusta para deixar de ser tão bom ou deixar de ser verdade…

Duas aplicações de Renda Fixa caíram rapidamente nas graças dos investidores, até que, recentemente sofreram mudanças “para pior”.

Estou falando das Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Até recentemente, essas aplicações eram excelentes para os investidores (isenção de I.R. e IOF, carência baixa ou inexistente) e para os bancos (poderiam utilizar livremente os recursos captados e remunerar abaixo dos CDBs em função da isenção de impostos sobre o rendimento).

Duas alterações de legislação, no entanto, diminuíram as vantagens dessas aplicações:

1) Em 28/05/15, através da Resolução BACEN 4.410, foi alterada a carência mínima de resgate dessas Letras, passando a ser de, no mínimo, 90 dias para LCAs (que não tinham carência) e LCIs (cuja carência era de 60 dias);

2) Em 02/06/2015 a Resolução BACEN 4.415 determinou uma exigência na alocação desses recursos para os bancos. Até 31/05/2016, 50% dos valores investidos devem ser destinados à novas operações de crédito imobiliário (para LCIs) ou Rural (para LCAs). A partir de 01/06/2016, a destinação obrigatória será de 100% dos recursos.

Em um primeiro momento, a segunda mudança parece ruim apenas para os bancos. Ocorre que, uma vez que essas linhas de crédito são baratas, os bancos estão emitindo menos Letras de Crédito e pagando menos aos investidores, diminuindo as vantagens dessas aplicações.

E você? Como está cuidando do seu dinheiro?

Um abraço e até a próxima!

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