O custo da abundância

maneiras-economizar-dinheiro-9Muita gente, quando recebe o salário, sente-se “rica”, mas quando está perto do próximo pagamento, faz contenção de despesas. No caso de empresários e profissionais liberais, o efeito é o mesmo, quando fecha um grande negócio.

Uma vez, ao prestar consultoria para um restaurante, perguntei ao dono o motivo pelo qual ele não comprava alguns insumos em quantidades maiores, adequadas à sua demanda. A resposta foi de que já tinha feito isso em outros momentos, mas observou desperdícios por parte dos funcionários, que, vendo o “estoque cheio”, não se preocupavam em fazer gestão dos insumos.

Gosto de chamar esse efeito de “custo da abundância “.

Ele ocorre em razão de uma visão de curto prazo, ainda muito presente para todos nós. Ao vermos uma quantidade maior de dinheiro (ou insumos) disponível, temos a tendência de subestimar os gastos futuros. Com isso, gastamos mais do que devíamos, sofrendo as consequências logo ali na frente.

Essa situação gera um “efeito sanfona”, com um breve momento de satisfação, seguido de frustração.

Existe um jeito simples de resolver isso, bastando um pouco de autocontrole e matemática básica.

Se você é assalariado, o ideal é que, no início do mês, diminua, do salário recebido, as despesas fixas, como água, luz, telefone, prestações/aluguéis, etc, além de um valor (por menor que seja) para poupança. O saldo, você deve dividir pelo número de dias do mês (28, 30 ou 31). Esse será o valor que você poderá usar por dia. Caso queira fazer um gasto maior, deve ajustar, gastando menos em outros dias para compensar. No caso de valores que não são mensais, como 13º salário, o ideal é deduzir desse valor as despesas anuais (IPTU, IPVA, etc) e dividir o restante por 12, somando o valor ao seu orçamento mensal do próximo ano.

No caso de empresários e profissionais liberais, o cálculo é um pouco diferente, uma vez que não há constância nos recebimentos. O primeiro passo  é identificar seus custos fixos e qual o ganho mensal que você espera receber. Ao receber os pagamentos, primeiramente subtraia os custos do produto/serviço vendido e depois comece a deduzir seus custos fixos. O que restar, deve ser utilizado para garantir os custos fixos do mês seguinte, conforme a previsibilidade de seus recebimentos. Aplique o raciocínio dos assalariados para o ganho  mensal definido.

Comece agora mesmo e comece a fazer seus rendimentos “durarem” até o final do mês.

Até a próxima!

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