Mudanças no Fundo Garantidor de Crédito

FGCNo dia 21/12/2017, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma importante alteração no Fundo Garantidor de Crédito (FGC), fundo que garante diversas aplicações, como CDB, LCA, LCI e Poupança em caso de “quebra” de determinado banco.

Para as aplicações efetuadas até esse dia (21/12), segue a cobertura de R$ 250.000,00 por CPF e por banco, sem limite, que privilegiava a pulverização dos investimentos e beneficiava bancos pequenos e médios. Isso porque o risco dessas instituições era relevado em razão da cobertura do FGC.

Para as aplicações efetuadas ou repactuadas a partir de 21/12, o valor por CPF e instituição financeira será mantido, mas será aplicado um limite total de R$ 1 milhão para cada período de 4 anos. Dessa forma, caso um investidor tenha valores aplicados, no limite de R$ 250.000,00 (somando capital e juros) em 5 bancos diferentes (totalizando R$ 1,25 milhão), e todos quebrarem ao longo de 4 anos, o valor total recebido será de R$ 1 milhão.

O FGC divulgou uma tabela comparativa, reproduzida abaixo:

Como era Como ficou
Garantia de até R$ 250 mil por CPF/CNPJ e conglomerado financeiro, em depósitos cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos e emitidos por instituições associadas à entidade. Limite permanece inalterado.
Não havia teto para garantia paga pelo FGC por CPF ou CNPJ em qualquer período. Teto de R$ 1 milhão por CPF ou CNPJ, a cada período de 4 anos, para a garantia paga pelo FGC.
Investidores não-residentes não contavam com a garantia do FGC. Investidores não-residentes passam a contar com a garantia, para investimentos elegíveis

Para o investidor comum, dado os valores envolvidos, não haverá grandes alterações, porém os bancos pequenos e médios passarão a ter maior dificuldade para captar recursos, uma vez que a cobertura do FGC será avaliada agora de forma global.

DICA DO CONSULTOR

Mesmo com as alterações, trata-se de uma cobertura muito importante para os investidores. Sua alteração, contudo, traz à tona uma discussão importante sobre onde aplicar nosso dinheiro. Lembre-se que o limite de R$ 250.000,00 engloba a soma de capital (valor investido) e juros, sendo o valor máximo total coberto por instituição e por CPF.

Considere sempre seu perfil de investidor no momento da escolha da aplicação.

E você? Considera-se afetado por essa mudança?

Até a próxima!

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