Mudanças no Financiamento Imobiliário

credito-imobiliario-620x413Com a recente redução dos juros no Brasil, com a meta SELIC em 6,5% a.a. mantida na última reunião do COPOM, em 01/08, esperava-se que haveria um estímulo natural para a compra e venda de imóveis, por dois principais motivos:

– Os financiamentos ficam mais baratos;

– O investimento em imóveis para alugar fica mais atrativo, pois essa renda depende mais do valor do imóvel do que dos juros da economia.

O que se observa, contudo, é que esse setor não está crescendo tanto quanto se esperava. Diante disso, o Banco Central divulgou, no dia 31/07, a Resolução 4.676, que entra em vigor em 1º de janeiro de 2019 e traz os seguintes destaques:

  1. Limite de financiamento de 80% do valor do imóvel residencial ou sua construção (90% se o sistema for SAC);
  2. Limite de 60% do valor do imóvel dado em garantia para crédito pessoal;
  3. Reedição do limite máximo de R$ 1,5 milhão para o valor do imóvel a ser financiado no SFH, sem distinção de estado, como ocorria anteriormente;
  4. Custo Efetivo Total das operações no âmbito do SFH limitado a 12% a.a. + TR, não considerando as tarifas e seguros;
  5. No mínimo 65% dos valores captados em poupança imobiliária devem ser aplicados nessa modalidade de crédito (52% para imóveis residenciais e 13% para imóveis não residenciais). Para as operações que financiarem imóveis residenciais de até R$ 500 mil, o valor será multiplicado por 1,2 para fins dessa exigência. Assim, os bancos que financiarem imóveis mais baratos terão mais dinheiro livre para utilizar em linhas de crédito mais rentáveis.

Espera-se, com isso, um incentivo ao crédito imobiliário, porém, dado as alterações nos valores máximos de imóveis a serem financiados no SFH, é possível que haja um represamento de operações até que as novas regras, mais vantajosas, entrem em vigor.

E você? O que achou das mudanças?

Até a próxima!

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