Mexer na poupança ou fazer um empréstimo?

Poupança x créditoTenho falado bastante sobre a importância de termos uma reserva financeira para não precisar recorrer a empréstimos em caso de necessidade. Essa cultura é essencial para o atingimento de nossas metas e nossos projetos pessoais.

Mas é quando chega o momento de utilizarmos o dinheiro? Vale a pena gastar essa reserva? Lembre-se da história da galinha dos ovos de ouro, pois ao resgatar os investimentos, você deixará de ter esse valor disponível e não terá mais os rendimentos do mesmo.

O hábito de guardar dinheiro traz dois benefícios principais:

1) Permite escolher a forma de custear nossos projetos, pois, sem a reserva, teríamos apenas a opção do crédito;

2) Prepara o orçamento mensal para viver com menos do que recebe. Assim, caso tenha a necessidade de tomar crédito, haverá condições de arcar com a parcela sem problemas.

Dessa forma, passamos a poder escolher a melhor opção, que pode ser, em alguns casos, o crédito.

Aqui vão algumas considerações importantes para avaliar se o melhor é fazer um empréstimo ou usar os valores aplicados:

1) Qual o custo do crédito e qual o impacto da prestação no seu orçamento mensal? Quanto maiores forem o custo e o impacto, mais vantajoso será mexer na aplicação.

2) Qual a remuneração do seu investimento? Deve ser comparada ao custo do crédito.

3) Seu investimento é de curto ou longo prazo? Quando o investimento é de longo prazo, é possível que não seja vantajoso resgatá-lo, tornando mais interessante a contratação do empréstimo.

4) Quanto esforço você precisou fazer para guardar essa quantia? Isso pode ajudar a ver quão fácil ou difícil será juntar de novo esse valor.

5) Esse gasto era a finalidade de sua poupança? Se não for, avalie o quanto ele pode lhe afastar de seu objetivo. Outro ponto é avaliar qual dos projetos possui crédito mais barato. Por exemplo, se um dos gastos for uma viagem e o outro for a compra de um carro, vale a pena financiar o carro e pagar a viagem com os recursos próprios, pois os juros são menores no financiamento.

DICA DO CONSULTOR

Assim como abordado em outros momentos, é importante lembrar que não existe uma resposta que sirva para todo mundo. É importante entender a forma como você se relaciona com o dinheiro e quais são seus objetivos.

Até a próxima!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *