Menos compulsório, mais crédito (?)

downloadfileNossa economia ainda não apresentou os sinais de crescimento que todos esperam e a inflação segue baixa. Conforme já tratamos aqui, isso não é necessariamente uma boa notícia.

De forma a buscar aquecer a economia, o Banco Central vem reduzindo os juros básicos da economia a cada reunião, com previsão de mais uma redução, para o patamar de 6,25% a.a.

Ao entender que o crédito é o motor para o crescimento da economia, e considerando que os juros já estão muito baixos, principalmente ao considerarmos a redução prevista, o Conselho Monetário Nacional, órgão máximo do Sistema Financeiro Nacional, decidiu diminuir os depósitos compulsórios. Essa medida faz parte da Agenda BC+.

Segundo divulgado na EBC (Agência Responsável pela Voz do Brasil), foi feito o anúncio de uma drástica redução nas alíquotas dos compulsórios, conforme abaixo:

  • Depósitos à vista (saldo da conta corrente): Redução de 40% para 25%
  • Poupança Rural: Redução de 21% para 20%
  • Poupança Imobiliária: Redução de 24,5% para 20%
  • Demais Modalidades de Depósito (Ex: CDB): Redução de 24,5% para 20%

Dado que o compulsório representa uma parte do valor depositado que deve ser guardado no Banco Central de forma obrigatória, reduzindo a capacidade de concessão de crédito dos bancos, o Banco Central espera, com essa medida, liberar R$ 27,5 milhões para serem emprestados pelos bancos. Uma vez que haverá mais dinheiro para emprestar, espera-se, com essa medida, reduzir também os juros dessas operações, tanto para Pessoas Físicas quanto para Pessoas Jurídicas, dado que as taxas ainda estão altas, mesmo com a SELIC Meta em patamares historicamente baixos, pois reduzem os custos de captação dos bancos.

Vale lembrar que dois grandes freios à expansão e barateamento na concessão de crédito por parte dos bancos são o endividamento e a inadimplência de famílias e empresas. Esses fatores não são afetados por essa medida de redução nas alíquotas do compulsório.

DICA DO CONSULTOR

Mesmo sendo um motor de crescimento da economia, o cresicr deve ser utilizado de forma consciente, para que não seja um motor de crescimento descontrolado da inflação, “jogando no lixo” a oportunidade de mantermos inflação e juros baixos no Brasil.

Até a próxima!

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