Inflação baixa é ruim?

imagesNas últimas projeções do mercado para nossa economia, retratadas no relatório Focus do Banco Central, espera-se que a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine 2017 acumulada em 2,88%.

À primeira vista e considerando o histórico brasileiro com esse indicador, seria o caso de estarmos comemorando. Mas não é necessariamente o caso.

Isso acontece porque o Conselho Monetário Nacional, órgão máximo do nosso Sistema Financeiro, define uma meta para a inflação. Para 2017, meta é de 4,5% a.a., com tolerância de 1,5 p.p. para cima ou para baixo (entre 3% e 6% a.a.). Essa meta leva em conta o potencial de crescimento da economia e diversos fatores que levam ao aumento dos preços, como câmbio.

Mas porque existe um minimo de inflação? Não seria melhor se ela não existisse?

De forma simplificada, podemos resumir que a inflação é uma das formas de medir a atividade econômica de um país. Se não há inflação, ou ela é muito baixa, significa que está havendo baixa procura pelos produtos e serviços.

Essa situação fica mais grave quando temos uma inflação como a projetada (2,88% no ano) e itens como Gasolina e Gás de Cozinha que tiveran grandes aumentos em seus preços. Isso significa que outros produtos, em razão da baixa atividade econômica, estão tendo redução de preços.

Esse cenário é o que fez o Banco Central reduzir a Selic meta aos atuais 7% a.a., com possibilidade de nova redução no início do ano aquele vem.

Para 2018, a meta seguirá a mesma, porém será reduzida para 4,25% a.a. em 2019 e 4% a.a. em 2020, mantendo o mesmo intervalo de tolerância.

Até a próxima!

 

 

 

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