Imposto de Renda x Rentabilidade dos Investimentos

selo-imposto-de-renda--leao-e-ganho-de-capital-1425938773574_615x300Quando vamos avaliar duas ou mais opções de investimento, temos como hábito dar muito peso à rentabilidade divulgada. Isso pode induzir a máscara escolhas, conforme já abordado nesse blog:

1) Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura;
2) Existem outros dois fatores muito importantes na avaliação dos investimentos: Risco (a chance de perder dinheiro) e Liquidez (facilidade de resgate).

Há um outro fator, no entanto, que deve ser levado em consideração: a tributação, não somente quanto à alíquota, mas também quanto à periodicidade. Esse será o tema de hoje, em complemento ao abordado anteriormente.

É consenso que, quanto maior o imposto, maior o impacto sobre a rentabilidade, mas devemos considerar que nem sempre essa tributação incidirá somente quando formos precisar do dinheiro. Vamos buscar classificar a tributação sobre os investimentos em três categorias, a saber:

  1. Periódica: O principal exemplo é o dos fundos de investimento em Renda Fixa, cuja tributação ocorre por meio do chamado “come-cotas”, sempre no último dia útil dos meses de Maio e Novembro.
  2. Resgate Compulsório: São as operações como CDBs ou os títulos do Tesouro Direto, que não tem cobrança periódica de imposto, mas que possuem uma data definida na qual são resgatados, mesmo que você não precise do dinheiro, incidindo a cobrança de I.R.
  3. Resgate Facultativo: São os investimentos que não possuem uma data de vencimento definida e sobre os quais não incide tributação periódica. Um exemplo são os planos de previdências privada.

Além disso, cabe relembrar os tipos de tributação incidente sobre os investimentos nesse link.

O importante é entendermos que cada vez que é cobrado o imposto de renda sobre nossas aplicações, diminui o valor sobre o qual incidirão os rendimentos no mês seguinte. Dessa forma, um investimento que teve um rendimento menor, mas sobre o qual não incidiu imposto de renda antes do necessário pode ter um resultado final mais interessante.

Esse é um dos motivos pelos quais esse blog defende que seja respeitado o horizonte de investimento proposto, aplicando recursos de curto prazo e de longo prazo nas aplicações mais adequadas. Dessa forma, evitamos o pagamento de alíquotas maiores ou impostos desnecessários.

DICA DO CONSULTOR

Lembre-se: não existe o “melhor investimento”, apenas o mais adequado ao seu perfil.

Dúvidas? Fico à disposição.

Até a próxima!

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