“Dinheiro é amigo, não comida”

Slide1Peço desculpas pela licença poética, parodiando a frase do filme “Procurando Nemo”, da Pixar, mas,  ao pararmos para pensar, esse conceito pode ser aplicado de forma ampla, gerando excelentes resultados em nossa economia.

Explico…

Primeiramente, cabe ressaltar que esta postagem está relacionada à postagem mais antiga “Qual o tamanho da crise?“, cujo tema segue muito pertinente.

Ao chamar o dinheiro de “comida”, estamos falando de nossa visão de curto prazo,  quando “trabalhamos hoje para comer amanhã”. Não fazemos planos e, com isso, temos muitas dificuldades em fazermos poupança para utilização futura, recorrendo a crédito quando queremos adquirir algo.

Eu poderia recorrer aos livros de história para explicar esse fenômeno, citando a nossa colonização ou o período de hiperinflação, principalmente dos anos 80, mas a principal razão é a incerteza quanto ao futuro. Nesse caso, tenho uma má notícia, o pensamento de curto prazo diminui nossas chances de um futuro promissor. Alguns exemplos:

  1. Investimentos de Curto Prazo: Ao investirmos com pensamento de curto prazo, estamos sujeitos a maiores impostos e/ou menores rendimentos na renda fixa. Quando a aplicação for de risco, esse fica potencializado se, pela visão de curto prazo, resgatarmos nosso dinheiro “afobadamente” na primeira queda de rendimento;
  2. Planejamento de Curto Prazo: Se nossos planos são de curto prazo, eles são menores, pois não dá tempo de fazermos grandes conquistas com nossos próprios meios. Sabia que você pode comprar seu imóvel somente com dinheiro próprio? Obviamente, isso requer que façamos planos considerando o longo prazo. Outro problema do planejamento de curto prazo é o de que não temos tempo de corrigir nossa forma de agir sem alterar nossos objetivos ou a data dos mesmos;
  3. Créditos de Curto Prazo: Imprevistos acontecem, oportunidades surgem e, se não estamos preparados (releia a postagem caso ainda não saiba porque), temos de pegar dinheiro emprestado. A mentalidade de curto prazo, muitas vezes, nos leva a tomar créditos de “dinheiro na hora”, geralmente mais caros. E, porque queremos terminar logo esse empréstimo, escolhemos prazos curtos para pagamento, espremendo nosso fluxo de caixa mensal. Se temos visão de longo prazo, podemos planejar inclusive a utilização de crédito, porém selecionando corretamente a linha de crédito e o prazo.

Podemos transformar o dinheiro em um amigo, pois, tratando corretamente dele, podemos conquistar sonhos e realizar projetos do tamanho que quisermos, desde que tenhamos paciência e disciplina.

Quando aplicarmos esse raciocínio para uma coletividade de pessoas, um município, estado ou país, será dada a devida importância para projetos como de educação e infraestrutura, cujos resultados ultrapassam governos e beneficiam pessoas. Mas, para isso, temos que fazer a nossa parte, aumentando nosso horizonte de planejamento para colhermos melhores frutos.

E você? Já fez planos para o que fazer daqui 10 anos? Comece hoje…

Até a próxima!

 

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