Como gerenciar os riscos?

Risco_Financeiro-Na semana passada vimos o que o risco também pode ser chamado de volatilidade e reflete uma incerteza. Hoje vamos tratar do gerenciamento desse risco. Por quê falo em gerenciamento, e não em eliminação?

É importante salientar que sempre há algum risco envolvido, inclusive nas finanças. Ao investirmos na poupança, corremos o risco de o banco ir à falência e termos que recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No tesouro direto não temos esse risco, mas é possível que você precise resgatar o título antes do vencimento, estando sujeito ao preço de mercado dele, que pode variar.

O essencial disso tudo é que os riscos aos quais estamos expostos sejam compatíveis com nosso perfil de investidor e nossas expectativas. Vale lembrar que, quanto maior o risco, também é maior o lucro ao qual estamos sujeitos.

Vamos ver agora algumas medidas de risco. Não entrarei no detalhe das fórmulas para que a postagem não vire um artigo técnico. Mais importante é poder ler um relatório ou informativo e entender o seu conteúdo:

  1. Beta: Mede a sensibilidade de um ativo ao Risco de Mercado, visto na semana passada. Se o Beta for igual a 1, significa que tem um risco igual ao do mercado, ou seja, movimenta-se na mesma direção. Se o Beta for maior que 1, seus movimentos, de subida ou queda, serão mais fortes. Assim, seu risco é maior do que o do mercado. No caso do Beta menor do que 1, o raciocínio é o inverso;
  2. Correlação: Mede a sensibilidade de um ativo em relação a outro ativo. Por exemplo, a ação da Petrobrás em relação à da Gerdau. Varia de -1 a 1. Se a correlação for 1, as duas ações se movimentam da mesma forma e intensidade (como o Beta = 1 em relação ao mercado). Se a correlação for -1, elas se movimentam em sentido contrário, mas na mesma intensidade (se uma cair 1%, a outra sobe 1%). Quando a correlação é 0 (zero), significa que seus movimentos não possuem relação entre si. A correlação é uma boa medida para diversificação. Se você comprar ativos com correlação negativa, estará diversificando seus investimentos;
  3. Índice de Sharpe: Mede a relação entre o retorno de um ativo e o risco ao qual está exposto. Quanto maior o valor, melhor a relação, portanto, mais vantajoso. Nesse caso, os valores negativos não são passíveis de análise;
  4. Índice de Treynor: Semelhante ao Índice de Sharpe, porém mede a rentabilidade do ativo em questão em relação ao risco de mercado (Beta) ao qual ele está sujeito. Da mesma forma que o anterior, quanto maior, melhor.

A principal técnica de gerenciamento dos riscos é a diversificação, “não colocar todos os ovos na mesma cesta”. Diversificar significa fazer investimentos diferentes e que tenham uma baixa correlação entre si, principalmente negativa. Por exemplo, se invisto em ações de bancos, posso diversificar investindo em ações de empresas da área da saúde, ou ainda em títulos de renda fixa.

Reforço, contudo, que assim você limitará também seus ganhos. Caso você busque segurança, com um perfil mais conservador, o ideal é expôr-se a menos riscos. Já aqueles mais arrojados devem diversificar menos, na busca de maior volatilidade.

 

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