Como começar a investir em ações?

como_comecar_a_investirNa última reunião do COPOM, a meta SELIC foi novamente reduzida, para 5,5% a.a., com indicação de mais uma diminuição na próxima reunião, para 5% a.a..

Esse cenário reforça cada vez mais a necessidade de estarmos atentos a nossos investimentos e verificarmos se eles estão adequados ao nosso perfil e nossas expectativas. Mais pessoas, assim, estão migrando parte de seus investimentos para o mercado de renda variável, notadamente as ações negociadas na bolsa e surgem dúvidas sobre como fazer esse investimento.

A postagem de hoje trata das principais formas de investir nos ativos negociados na B3 (bolsa de valores brasileira). São basicamente 4 formas, detalhadas abaixo:

1) Compra direta de ações: Quando você escolhe as ações nas quais pretende investir e faz a compra. Ela deve ocorrer por meio de uma corretora autorizada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que pode, ou não,  ser vinculada ao banco onde você possui conta. Cada ação possui um código composto por letras e um número, identificando a empresa e o tipo de ação (se ordinária ou preferencial). A quantidade padrão (lote) é de 100 ações, mas você pode comprar menos ações (mesmo que só uma) no chamado mercado fracionário (adicionando a letra “F” após o código da ação).

Os custos do investimento direto são: Corretagem e emolumentos no momento da negociação (compra ou venda); custódia (mensalmente enquanto você tiver ações naquele banco/corretora) e Imposto de Renda sobre o lucro para vendas superiores a R$ 20 mil no mês.

2) Fundos de Investimento: Conforme abordamos em outros momentos, os Fundos de Investimento são condomínios de investidores formados para aplicação em determinados ativos conforme regulamento próprio. Essa é a forma mais simples de acessar o mercado de Renda Variável, pois não dependem de corretoras, você pode aplicar diretamente via banco. Como vantagem em relação à compra direta, os fundos permitem maior diversificação com uma única aplicação, além de gestão profissional na escolha dos ativos.

Um ponto negativo é o fato de que, geralmente, nos fundos de investimento em ações, o valor do resgate considera a cotação do dia seguinte ao pedido de retirada, o que vai gerar uma variação no valor a ser recebido.

Nos Fundos de Investimento você estará sujeito(a) aos seguintes custos: Taxa de administração (já descontada quando a rentabilidade é informada); taxa de performance (em alguns casos) e Imposto de Renda sobre o lucro no momento do resgate.

3) ETFs: Trata-se de fundos de investimento fechados que buscam replicar índices de mercado, como o Ibovespa. Os ETFs costumam ter taxa de administração mais baixas em relação aos fundos de investimento abertos. Além disso, suas cotas são vendidas na B3.

Os custos dos ETFs são: Taxa de administração (já descontada quando a rentabilidade é informada); corretagem e emolumentos no momento da negociação (compra ou venda); custódia (mensalmente enquanto você tiver ações naquele banco/corretora) e Imposto de Renda sobre o lucro no momento do resgate;

4) Clubes de Investimento: Regulados pela Instrução CVM 494, os clubes de investimento são uma forma de investimento em grupo, porém, diferentes dos Fundos de Investimento, que não possuem uma limitação no seu número de cotistas, os Clubes possuem entre 3 e 50 membros apenas. Eles são voltados aos investimentos em Renda Variável, que deve representar, no mínimo, 67% da carteira do Clube.

Os Clubes de Investimento devem possuir um Estatuto e estarem registrados na B3. Além disso, a administração do Clube deve ser feita por uma Corretora ou Banco.

Os custos envolvidos são:  Taxa de administração (já descontada quando a rentabilidade é informada); taxa de performance (em alguns casos) e Imposto de Renda sobre o lucro no momento do resgate.

Avalie seu perfil e informe-se para ver qual a opção mais adequada para você.

Até a próxima!

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