Certificado de Recebíveis do Agronegócio – CRA

credito_rural2Como uma alternativa aos investimentos tradicionais, os bancos e corretoras estão ampliando a oferta dos Certificados de Recebíveis, tanto do Agronegócio (CRAs), quanto Imobiliários (CRIs). Nessa postagem e na próxima, vamos abordar esses dois títulos, começando pelos CRAs.

Primeiramente, os CRAs são títulos nominativos emitidos somente por companhias securitizadoras (que compra operações de crédito de outras empresas, como bancos) e regulados pela Lei 11.076, a mesma das LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), com as quais possuem algumas semelhanças e algumas diferenças.

Basicamente, enquanto nas LCAs você tem o risco do banco e possui a garantia do Fundo Garantidor de Crédito – FGC, o CRA não possui essa garantia. A garantia está vinculada à(s) operação(ões) que lastreia(m) a emissão do título, podendo ser composto de uma ou várias operações,de financiamentos ou empréstimos, relacionados com a produção, a comercialização, o beneficiamento ou a industrialização de produtos ou insumos agropecuários ou de máquinas e implementos utilizados na atividade agropecuária.

É, portanto, mais arriscado que a LCA, pois se o produtor rural não pagar sua dívida, o investidor pode ser prejudicado. Devido ao maior risco, espera-se que os CRAs possuam uma melhor remuneração, sendo uma alternativa intermediária entre os títulos de Renda Fixa garantidos pelo banco e pelo FGC (LCI, LCA, CDB, entre outros) e as debêntures, emitidas pelas empresas.

Para as pessoas físicas, o investimento é isento de I.R. As pessoas jurídicas que investirem em CRA terão cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

DICA DO CONSULTOR

Como sempre é reforçado, o ideal é informar-se sobre todas as características do produto antes de investir, além de considerar seu perfil de investidor para avaliar corretamente se vale a pena fazer o investimento.

 

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