A reforma da previdência fará o PIB crescer?

ajust-628x353Nessa semana foi concluída, no Congresso Nacional, a votação da Reforma da Previdência a ser promulgada em breve.

Ela faz parte do pacote de reformas estruturantes proposto pela equipe econômica  e é considerada, pelo mercado e pelo governo, essencial para nossa economia.

Mas será que ela vao fazer nosso PIB voltar a crescer em números relevantes?

Primeiramente, vamos falar sobre o PIB. Ele é o Produto Interno Bruto, a soma de todos os bens produzidos e consumidos no território brasileiro. Possui duas finalidades: deterninar o tamanho da nossa economia (convertendo em dólares para comparar com outros países) e o ritmo no qual ela cresce (a projeção é de apenas 0,88% em 2019 segundo o relatório Focus do Banco Central).

Para fazer o cálculo do PIB, soma-se todos os bens e serviços consumidos pelas famílias (C), os investimentos (máquinas, equipamentos, fábricas, etc) realizados pelas empresas (I), os gastos do Governo (G) e o resultado da Balança Comercial (Exportações menos Importações). Esse cálculo não diferencia se a empresa que está investindo é brasileira ou estrangeira, desde que seja no Brasil.

Voltando à reforna da previdência, ela é considerada uma reforma fiscal, ou seja, que busca equalizar as contas públicas, diminuindo os gastos do governo. Se lermos novamente o parágrafo acima, já temos um indicativo de que ela, inicialmente, vai reduzir o PIB em razão do indicador “G”. Com o governo colocando menos dinheiro a circular (em razão da economia com aposentadorias) também espera-se que as famílias tenham menos dinheiro para gastar, em razão das menores aposentadorias, impactando o indicador “C”.

No médio e longo prazos, contudo, a expectativa é de que essa economia gere maior confiança dos empresários e investidores. Esse cenário aumentaria os investimentos em capital produtivo por parte das empresas (“I” do PIB), gerando empregos e, consequentemente, consumos das famílias (C). Outro efeito esperado pelo governo é o de redução na taxa de juros de equilíbrio, mantendo a meta SELIC baixa. Esses fatores, sim, serão responsáveis por um maior PIB no médio e longo prazos.

Agora resta esperarmos quais serão os reais efeitos dessa reforma na nossa economia. Vale recordar as dicas que postei no inicio do ano sobre como se preparar para a aposentadoria, clicando aqui.

Até a próxima!

 

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